Estão abertas as inscrições para I Salão de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru . Serão selecionadas 20 obras INÉDITAS de artistas de todo o Brasil para integrarem o primeiro salão de artes em território de periferia da capital baiana, em uma exposição potente no coração da nossa Pinacoteca. No lançamento da exposição, 8 obras serão premiadas no formato de aquisição de obra fazendo parte do nosso acervo. Serão distribuídos R$14 mil em prêmios, reconhecendo a potência das obras e de seus autores. As inscrições ocorrem de 20 de julho a 24 de agosto de 2025, observadas as normas e condições do presente Edital. OBS: O Edital foi retificado pela ultima vez em 11/09 às 08:58.
CIRCUITO ARTE NÃO É PRIVILÉGIO
Entre os dias 28 a 06 de julho, o Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais recebe na comunidade o Circuito Arte não é Privilégio, uma ação do Museu CÉU – Museu de Arte a Céu Aberto, de São Paulo, que junto com artistas urbanos e visuais da Bahia e de fora, pretende fazer uma grande e aberta exposição ao ar livre no Beiru, com obras de dezenas de artistas visuais envolvendo murais, fotografia e artes plásticas. O circuito tem como objetivo proporcionar ao público a oportunidade de vivenciar a arte e a cultura contemporâneas em um ambiente que, em Salvador, vai celebrar a história da Bahia, o bairro do Beiru e sua histórica luta por reconhecimento e liberdade. O Circuito Arte não é Privilégio é um projeto nacional, que acontece este ano de 2025 em três capitais brasileiras: na comunidade do Sol Nascente, em Brasília; no Beiru, em Salvador; e em Jurunas, na cidade de Belém do Pará. Em Salvador, teremos a participação dos grafiteiros e artistas Dose, Marcio MFR, Calangoss, SuperAfro, Anderson AC, Dead, Pessoa, Bob, Zoy, Octo, Medusa Gonzaga, Niiny Santos, Seed, Dimak, Roxi, o cangaceiro revoltado, Smol, Obrigado Dinada, Jeff Araujo, entre outros. [ACESSE O INSTAGRAM DO PROJETO]
CONVITE AOS MORADORES: QUER VIRAR UMA OBRA DE ARTE?
Se um dia, você pensou em ter sua imagem imortalizada em uma obra de arte, esse momento chegou. Um trabalho produzido por Anderson AC, inspirado em sua imagem a partir de uma fotografia registrada pelo artista, fará parte da segunda edição da exposição “E o Sol é para Todos?”, mostra que faz parte do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais e que propõe uma reflexão sobre as desigualdades sociais nas periferias urbanas, questionando a ideia de que digiidade é para todo mundo. As obras serão criadas a partir de fotografias feitas pelo artista Anderson AC e farão parte da mostra prevista para outubro de 2025. Se você tem uma história com esse território e sempre sonhou em ser representado(a) em uma obra de arte, essa é a sua chance. Preencha o formulário e participe! INSCRIÇÕES ABERTAS – De 31/05 a 27/06 INSCREVA-SE JÁ: https://docs.google.com/forms/d/1FcpnP8xEEzZeYNp5F5shECqbMnZtLSpxN5nK3C_Enug/edit Participar deste projeto é fazer parte da construção de um território de arte, memória e protagonismo. Aqui, cada rosto, cada história e cada gesto têm valor. A Pinacoteca do Beiru acredita na potência transformadora da arte como ferramenta de educação, visibilidade e combate às desigualdades sociais. COMO PARTICIPAR: Preencha o formulário. Neste formulário é importante você nos contar um pouco da sua história com o bairro. Nossa equipe entrará em contato para marcar dia , horário e o local que mais represente você e o bairro onde mora. Ter mais de 18 anos. EXPOSIÇÃO DAS OBRAS A exposição com as obras inspiradas nas imagens serão produzidas pelo artista Anderson AC acontecerá em outubro de 2025, na Pinacoteca do Beiru. INSCREVA-SE JÁ: https://docs.google.com/forms/d/1FcpnP8xEEzZeYNp5F5shECqbMnZtLSpxN5nK3C_Enug/edit O Festival de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru é uma realização do Ministério da Cultura, e é apresentado pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet nas Favelas), uma parceria entre o Instituto Cultural Vale e o MinC. Inscreva-se e venha fazer parte dessa experiência!
Oficinas
Ministério da Cultura e Instituto Cultural Vale apresentam: A Segunda Edição do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais. A Pinacoteca do Beiru tem o prazer de anunciar a segunda edição do seu Festival de Artes Visuais, que acontecerá de junho a outubro de 2025, na comunidade do Beiru/Tancredo Neves, em Salvador (BA). Este evento dá continuidade às ações artísticas e formativas que vêm sendo realizadas desde 2021, quando o ateliê do artista Anderson AC se transformou em um espaço de criação, troca de saberes e fortalecimento da arte local. Nesta edição, o Festival contará com quatro cursos GRATUITOS na área das artes visuais, voltados para o público da comunidade e interessados em geral. São eles: As aulas ocorrerão entre os meses de JULHO a SETEMBRO, e os trabalhos produzidos pelos participantes serão exibidos em uma exposição de encerramento do festival, celebrando a diversidade e a criatividade do território. INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 27/06 INSCREVA-SE JÁ: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdUjXjLL2O2jhjx1-Yu_Bs6zZhT7ZWLq7JEgz_B42vu-vAdtA/viewform Sobre as oficinas: PROCESSOS CRIATIVOS EM PINTURA Com Anderson AC Início: 05 de julho de 2025 Aulas aos sábados pela manhã – 05, 12, 19 e 26 de julho (quatro encontros) 09 às 13h A oficina vai apresentar novas possibilidades de construção estética para os alunos, a partir da fusão de técnicas de pintura, utilizando diversos materiais como tinta óleo, tintas acrílicas, sprays, tecidos, papel, pigmentos minerais e orgânicos. O objetivo do curso é apresentar as técnicas mistas através materiais contemporâneos e tradicionais, aperfeiçoando e dados as ferramentas para produção dos trabalhos pelos alunos. Anderson AC é artista visual pela Universidade Federal da Bahia e tem se destacado como a nova geração de artistas plásticos baianos. É criador da Pinacoteca do Beiru, FOTOGRAFIA Com Nana Brasil Início: 10 de julho de 2025 Aulas às quintas – 10, 17, 24, e 31 de julho. 07, 14 de agosto (seis encontros) 17h às 19h30 (2h30 de aula) Como contar histórias através de imagens? A oficina de fotografia propõe uma imersão nos principais marcos da história da fotografia e em suas múltiplas possibilidades enquanto ferramenta de documentação, denúncia, expressão artística e preservação da memória social e familiar. Serão trabalhados os elementos da linguagem fotográfica (luz, composição e enquadramento) e as bases técnicas fundamentais (ISO, abertura do diafragma e velocidade do obturador), explorando também as possibilidades criativas da fotografia feita com o celular. Ao final da oficina, as imagens produzidas serão organizadas em uma exposição coletiva, celebrando o olhar de cada participante. Nana Brasil é Jornalista, Fotógrafa e Pesquisadora da Imagem SERIGRAFIA CRIATIVA Com Pablo Moura De 22 a 25 de julho – terça a sexta 14h às 18h (4h de aula) Reconhecendo a serigrafia como uma técnica de estamparia que possibilita fazeres artísticos de valor comercial e utilitário, esta oficina visa apresentar a ferramenta ao público numa perspectiva profissionalizante e, ao mesmo tempo, criativa. Pautada na criação artística, trabalharemos com a produção de artes conceituais que serão estampadas em diversos suportes, tais papeis para posters, camisetas, panos de prato e ecobags. Sensibilidade estética e artística se alinham à criação de produtos passíveis de comercialização e geração de renda para os participantes. A proposta é apresentar caminhos criativos e sustentáveis de geração de renda aos participantes a partir da arte Pablo Moura é Artista Visual e utiliza-se da rua como suporte/galeria para expor/compor parte de sua produção artística. PINTURA PARA CRIANÇA Com Álex Igbó Início: 02 de agosto de 2025 a 06 de setembro (seis encontros) Aulas aos sábados pela manhã: 02, 09, 16, 23, 30 de agosto; 06 de setembro 09h30 às 12h (2h30 de aula) A oficina tem o intuito de proporcionar à criança o aprendizado básico da pintura utilizando da técnica do carimbo e pintura livre em diversos suportes. Como contexto temático trabalharemos a riqueza da fauna no quilombo do Beiru antes de se tornar Bairro Beiru. As crianças terão o desafio de imaginar , criar, representar animais que existiam dentro das matas do quilombo. Serão utilizados 5 suportes para a pintura: camisa, copinho de barro, bolsa de tecido, papelão e uma bandeira coletiva. Portanto, fortalecendo e valorizando a identidade territorial de cada criança Álex Igbó é Graduado em Desenho e Plástica pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – UFBA e é mestre em Artes Visuais – Processos Criativos. O Festival de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru é uma realização do Ministério da Cultura e é apresentado pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet nas Favelas), uma parceria entre o Instituto Cultural Vale e o MinC.
Pinacoteca do Beiru lança segunda edição do Festival de Artes Visuais
O evento acontece de junho a outubro de 2025 com cursos de artes visuais; bate-papos, exposições na Pinacoteca e também à céu aberto e, ainda, convocatória para premiações de sete artistas para o I Salão de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru.
Pinacoteca do Beiru inicia em maio programação de atividades para o ano de 2025
Começam em maio as primeiras atividades da Pinacoteca do Beiru do ano de 2025, que vai contar com uma vasta programação de cursos, oficinas, encontros, cinema e exposições neste espaço de realização das artes, memória e formação situado em uma das maiores periferias de Salvador, o Beiru (Tancredo Neves). Em 2025, o espaço reafirma sua missão com uma programação gratuita e contínua voltada não somente para as diferentes possibilidades de experiências artísticas e de fruição, mas também para formações que dialogam diretamente com a comunidade. Idealizada pelo artista visual baiano Anderson AC e criada em parceria com a produtora cultural Juliana Freire, a Pinacoteca do Beiru nasce em 2021 do desejo de aproximar as artes visuais das periferias, transformando o território por meio das artes e da cultura. Desde então, segue atuando como um espaço de referência artística, aprendizado, criação e cidadania pensados e realizados por quem acredita na força da criação coletiva. Entre as ações desenvolvidas neste primeiro semestre (meses de maio e junho) estão os cursos de Canto e Teoria Musical; Teatro e Pintura/Graffiti, voltados principalmente para jovens a partir de 12 anos e ministrados por profissionais qualificados e de larga atuação em suas áreas. A lista dos alunos selecionados será divulgada aqui no site e no nosso Instagram em breve. Fiquem ligados!! Oficina de Canto e Teoria Musical com Marcos WilliamInício: 06/05Terças e quintas | 9h às 12hA partir de 12 anos Oficina de Grafite e Pintura com Márcio MFRInício: 10/05Sábados | 9h às 12hA partir de 12 anos Curso de Teatro “Ará Izô” com Nando ZâmbiaInício: 16/05Sextas | 14h às 17hA partir de 14 anos Caso tenha perdido as inscrições, não se preocupe. Esses mesmos cursos voltam a acontecer no segundo semestre de 2025, juntamente com a realização do Cinematografinho no Beiru em sessões mensais de junho a dezembro; rodas de conversas em parceria com o Coletivo de Mulheres do Calafate, e ainda encontros envolvendo saraus, arte e formação de leitores, fechando tudo com um grande evento de encerramento em equipamento fora da Pinacoteca. E não para por aí. Ainda em 2025, acontece o Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais – Ano II , evento que inaugurou a Pinacoteca e que volta a acontecer esse ano com mais atividades, mais exposições e mais artistas envolvidos, seguindo o grande objetivo da instituição de fortalecer a presença das artes visuais na comunidade, valorizando artistas locais, promovendo formação artística e criando espaços de diálogo entre arte, cultura e periferia. A Pinacoteca também passa por um processo de estruturação institucional, se organizando como museu e se alinhando, cada vez mais, às perspectivas mais contemporâneas da museologia. Esse movimento busca fortalecer o espaço como uma referência na preservação e valorização da memória das periferias soteropolitanas. O projeto “Programação 2025 da Pinacoteca do Beiru” foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura, Governo Federal.
Vaquinha virtual da Semana da Criança na Pinacoteca
Abrimos hoje nossa Vaquinha Virtual para angariar fundos para uma comemoração muito especial lá Pinacoteca do Beiru, na semana do Dia das Crianças. Temos em torno de 40 crianças nas mais d犀利士 e 60 famílias ali do beco e serão três dias de atividade: – Domingo, 10/10: Dia de Pintura e Cinema; – Segunda, 犀利士 11/10: Em parceria com o Projeto Afroinfância, Oficina de Boneca Abayomi, Contação de Históri犀利士 a e Oficina de Máscaras Africanas; – Terça, 12/10: ali no beco mesmo, faremos uma festa com animação, brincadeiras, música, lanche pra comunidade, que tb está empenhada em ajudar na comida, bolhas de sabão gigante e distribuição de presentes. Será um momento também para as mães, pais, avós curtirem com os pequenos. Contamos com você pra fazer esse dia mais especial! Participe! Pix: pinacotecadobeiru@gmail.com 壯陽藥 “_blank” rel=”noopener”>Vakinha Virtual
Leno Sacramento lança livro na Pinacoteca
Nesta 犀利士 quarta, 22/09 às 18h, na Pinacoteca do Beiru, teremos o lançamento do livro do ator Leno Sacramento, do filme Ó Paí Ó. Leno foi baleado em junh犀利士 o de 2018, durante uma ação policial no Centro de Salvador, após ser confundido com um assaltante. O livro conta o episódio e amanhã também teremos uma performance do espetáculo dele “Encruzilhadas”. Saiba sobre Leno e犀利士 o evento na imprensa: G1 Bahia: Leno Sacramento lança livro com relatos pessoais, poesia e arte através de live. Correio*: Fui levantado por meus algozes diz ator baleado por policiais na Avenida Sete.
Sobre o Festival de Arte
Área pertencente ao antigo quilombo do Cabula, de verdadeira história de resistência negra, o Beiru é hoje um dos bairros mais populosos da cidade e um dos maiores do miolo central de Salvador, com mais de 50.000 habitantes. É nele que se situa a Pinacoteca do Beiru, localizada na via principal do bairro, na Rua Direta de Tancredo Neves, no fim da Estrada das Barreiras, em uma edificação de três pavimentos, que faz esquina com o beco da Rua Irmã Dulce, onde moram mais de 150 famílias entre as vielas que se cruzam por detrás e ao lado do prédio, construído nos anos 90. O espaço surge como ateliê de pintura do artista visual Anderson AC em 2015, e de lá pra cá sofre uma série de intervenções em suas estruturas, abrigando o fazer artístico mesmo em condições insalubres, até tornar-se apto para receber a comunidade e realizar as suas primeiras ações de aproximação às artes visuais e plásticas: o Pinacoteca do Beiru Festival de Arte. A ideia da iniciativa nasce durante os anos em que Anderson começa a pintar no local e percebe o quanto muitos moradores que passam diariamente na porta do ateliê, ficavam curiosos ao vê-lo pintar aqueles primeiros trabalhos em telas retalhadas nas paredes ainda sem reboco usadas como suporte, onde apareciam imagens das crianças negras, angolanas, registradas em viagem do artista à Luanda anos antes. A identificação imediata dos moradores do Beiru com aquelas imagens e com o fazer artístico marcam o início dessa ponte transatlântica, o espelhamento de realidades e rostos parecidos numa mesma verdade contada em duas margens do Atlântico. O movimento de curiosidade, de parar para observar o artista pintar, de se ver naquelas obras de arte e de querer entender melhor o que acontecia no pré犀利士 dio, deu início aos primeiros vínculos com moradores das redondezas, dos quais surgem os primeiros registros fotográficos do artista com essas pessoas que passaram a frequentar o lugar, e que hoje contam a história do Beiru. A ideia de transformar a curiosidade em algo maior, se desenvolve na forma de um festival de artes, que transformou em realidade o acesso de mais pessoas às artes visuais, convidando, formando turma e 壯陽藥 trazendo para dentro cerca de 40 moradores participando das atividades da fotografia/modelagem, oficinas de pintura e exposição montada no local, contendo os resultados de tudo. O Pinacoteca do Beiru Festival de Arte teve início em fevereiro de 2021, quando no espaço é montado o estúdio fotográfico no primeiro andar, onde Anderson recebeu os moradores interessados e agendados para a sessão de fotografia, atividade que marca o início da Pinacoteca do Beiru como local de trocas de saberes e prática artística. O processo de ver novas pessoas entrando no espaço também nos aproximou de cada novo visitante, que compartilhou suas histórias de vida, sonhos, ideias, subjetividades, e relação disso tudo com o espaço em que vive. Alguns dos participantes, quase todos nascidos e criados no Beiru, se interessaram também pelas oficinas de pintura, que foram ministradas por Anderson nos meses de abril e maio deste ano. Duas turmas de dez alunos foram formadas e divididas entre crianças e jovens/adultos, que tiveram uma semana inteira de aulas, com todos os cuidados de prevenção contra o COVID 19, e realizaram estudos sobre a história da arte, sobre a teoria das cores, técnicas de pinturas, produção artística livre, tudo de forma totalmente gratuita e com todo material cedido pelo projeto. Para as crianças, um ponto de respiro, um lugar fora dos seus contextos cotidianos, onde puderam fazer algo diferente e lúdico, como assistir filmes, conhecer um pouco da história da arte, ouvir histórias, desenhar e pintar com aporte de um pintor “de verdade”. Tudo isso muito próximo de suas casas, em um ambiente preparado com muito afeto e cuidado para recebê-las. Como resultado das aulas de introdução a processos artísticos e pintura, cada aluno realizou sua primeira obra de arte em tela, que também será apresentada ao mundo. Das fotografias realizadas ao longo dos anos trabalhando no local, dos registros de convidados que o artista já possuía em mente, e dos interessados em ter sua imagem inspirando uma obra de arte, somaram-se 20 registros, 20 histórias contadas através dessas imagens, produzidas por Anderson AC e que agora são apresentadas na mostra “E o Sol é Para todos?”, que conta também com trabalhos resultantes das oficinas de pintura. Segundo Anderson, o tema da exposição “traz uma reflexão das questões ligadas à meritocracia e ao fato que vivemos todos num único planeta, dentro das mesmas condições físicas e humanas, mas não sociais. Todos precisamos igualmente de água, de oxigênio, de alimento, e se sol nasce para todos, a sombra também deveria ser, respeitando o processo de harmonia, comunhão e犀利士 equilíbrio que não chega para a grande maioria das pessoas que moram nas grandes favelas”. A mostra “E o Sol é Todos?” acontece no piso térreo do pinacoteca, preparado como uma verdadeira galeria de arte e espaço expositivo capaz de abrigar as mais diversas linguagens. Conta com a simplicidade que a arquitetura disforme das edificações da periferia nos permitiu, mas com o mesmo cuidado de uma expografia nos moldes dos grandes centros de arte. Pode ser visitada virtualmente através de tour virtual no site e foi presencialmente para a comunidade e visitantes no dia 14 de agosto, ficando em cartaz por um longo período, uma vez que visitas presenciais e guiadas estão sendo feitas com agendamento prévio nos canais de comunicação e redes sociais do projeto. A potência da existência de um centro de artes e compartilhamento 犀利士 de saberes no meio do Beiru, dentro da lógica de procurar e achar os interessados em arte e também artistas, trazendo-os para perto, formando turmas e oferecendo o espaço para desenvolverem sua arte, se dá em cada toque nos livros, em cada pincelada numa tela que expande para uma obra sua existência no mundo, na troca, na educação e na consciência do ser protagonista de suas histórias. Esses são os métodos capazes de pulverizar as grandes desigualdades e abismos sociais e a Pinacoteca pretende
